Lindão,
Se eu tivesse que escolher uma coisa que me chamou a atenção no novo livro do Jon Steel, não seria nenhuma passagem em específico. Seria, sim, a preocupação com o trabalho coletivo pincelada por todo o livro - e o papel que o planejador deve exercer como catalisador de um processo colaborativo, sendo ou não o líder formal do projeto em questão.
Sei lá. Do pouco que conheci dele (uma palestra, dois papos numa festa em Miami, dois livros, um artigo no jornalzinho do WPP em que ele conta como detonou seu Blackberry com detalhes sórdidos, uma entrevista em podcast no site do Russell Davies, alguns emails fracassando em convidá-lo a vir pro Brasil), parece que as coisas combinam: ele tem aquele jeito de quem não quer nada, mas quebra tudo e tal.
O que quero dizer é: ele não parece estar fingindo ser o que não é.
E acho que a gente ainda está a anos-luz de desempenhar bem esse papel - talvez até mesmo por subestimar a importância dele. Acho que tendemos a nos preocupar muito mais em encontrar as idéias nós mesmos do que em estimular para que elas surjam de um ambiente colaborativo - ou mesmo em criar tal ambiente.
É uma sensação muito forte essa que eu tenho, não podia deixar de compartilhá-la. Acho até que já achava isso antes, e por isso me chamou tanta atenção esse aspecto do livro.
Vamos fazer algo a respeito? Mais war-rooms e mais convites para as outras áreas, pra começar?
Bacio,
Ken