Então...
De alguma maneira, o futuro das agências é óbvio. Departamentos e divisões profissionais vão ter que desaparecer. Trabalho criativo de verdade vai ser desenvolvido por equipes de pessoas, entre as quais algumas são boas em PPT, outras em fotografia. A distinção entre criação/estratégia/atendimento já me parece bastante sem sentido, e eu suspeito que essa bobagem departamental vai cair logo.
Excelente pensamento, né? Na verdade, eu só traduzi esse post do Russell Davies :-) A ausência de aspas é brincadeira, mas, na real, eu acho isso mesmo. E colocando esse pensamento pra responder às suas perguntas:
Sim, acho possível criar pequenas unidades bacanas dentro de grandes estruturas.
Sim, acho que se todo mundo fizer a execução junto, tudo fica mais legal.
Sim, acho subversão, e das boas :-)
Sim, acho sobreposição de papéis, mas não acho isso ruim -- na verdade, quero que os papéis todos se explodam.
Acho que o que define se essas coisas vão dar certo ou não é o nível de colaboração para o qual as pessoas estão dipostas a se abrir. E isso é algo que só se aprende na prática. O Houaiss me fez perceber que "colaborar" é literalmente trabalhar junto: "co" é comum; "labor", é trabalho. Colaboração também é sinônimo de doação.
A questão é se as grandes estruturas estão dispostas a trabalhar junto das pessoas que estão dentro delas. E se estão dispostas a arriscar, a não ter certeza, a experimentar. Isso vale bem mais do que comprar o tempo dessas pessoas.
Agora, que tipo de produto vc acha que os planejadores poderiam produzir? Quando você escreveu sobre mecenato, frutos corporativos e pessoais o que vc tinha em mente? Explica aí!
Bejão,
DDT

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