Tomou o banho sem precisar.
Estreou a cueca amarela.
Vestiu branco.
Chupou as sementes de romã.
Jogou flores ao mar.
Pulou as sete ondas.
Acendeu velas num buraco na areia.
Estourou a champanhe à meia-noite em ponto.
Guardou as fitinhas coloridas no bolso.
Só não rezou, porque é ateu.
Ateu supersticioso.
Só por desencargo.
Vai saber.
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P.S.: Não, não é autobiográfico. O que me inspirou foram as pessoas na praia onde eu estava durante a passagem de ano e o termo "ateu supersticioso" mencionado no livro Neve -- outra leitura de minhas férias...
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