Outra leitura de férias foi o último do Nick Hornby, Uma Longa Queda.
Você deve conhecer o argumento: vários desconhecidos que pretendiam se suicidar se encontram no topo de um prédio em Londres e acabam criando uma espécie de quase-suicidas quase-anônimos.
Uma bobagem deliciosa, como quase tudo do Hornby.
Me lembrou o amigo do Eduardo de "O Encontro Marcado". Ele dizia que suicidas de verdade não ficavam pensando se aquilo era um ato heróico ou covarde: suicidas de verdade pensavam apenas em se suicidar - e se suicida logo depois.
Suicídio é também um tema recorrente no livro Neve.
Foi nele que eu descobri que os homens costumam se suicidar quatro vezes mais que as mulheres. Mas, na Turquia, por conta da opressão do Estado de proibir o uso do manto em locais públicos (tais como escolas), as jovens mulheres chegam a se matar três vezes mais que os homens, invertendo essa estatística mundial.
Muitas dessas jovens suicidas chegam a externar que o seu objetivo é firmar uma posição a favor do Islã - o paradoxo é que o suicídio é condenado pelo Corão...
Suicídio e férias, quem diria que esses temas se encontrariam neste verão?
:-)
Bacio,
Ken
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